Não quer comer

“Por que meu filho não come?”

Tem algo mais angustiante do que ver o filho não querendo se alimentar?

O sentimento de impotência toma conta, isso quando não nos irritamos profundamente e reagimos impulsivamente fazendo ameaças, do tipo: “se não comer vai apanhar!”

Ou utilizamos da barganha: “Se comer tudo, vai ganhar sobremesa”, “se comer tudo vai passear no parque”, “se comer tudo compro aquele brinquedo que você me pediu”… e as promessas são infindáveis, porém, na maioria das vezes sequer cumprimos a promessa.

Vamos pensar o seguinte, o primeiro contato com a alimentação/nutrição do ser humano ocorre nas primeiras interações com a mãe, na criação do vínculo mãe e bebê, e a qualidade desse contato vai auxiliar nesse período que a criança se nega a comer.

Costumo dizer que: Alimentação = Afeto = Amor

Agora pergunto: E o que adianta brigar/ bater quando a criança não quer comer?

  • Meu filho está iniciando a introdução alimentar – DICAS
  1.  Natural que o bebê estranhe a introdução alimentar, mas considero fundamental que isso não ocorra num período que a mamãe esteja precisando retornar ao trabalho, para que ele não associe: “comer = ficar longe da mamãe”.
  2.  Se tiver como, iniciar antes, desde que respeite a idade de introdução alimentar prevista pela Sociedade Brasileira de Pediatria.
  3.  E iniciar o espaçamento das mamadas e introdução da rotina de alimentação, porque as mamadas de livre demanda nessa fase vão dificultar que a criança aceite a comida.
  4. Faça de forma lúdica, sensorial (com estimulação das cores, do tato, do paladar e do olfato), deixe a criança tocar, comer com a mão (tato), se lambusar e tornar algo atraente, animado, gostoso.
  5. Menos é mais – não queira que na primeira papinha, a criança coma tudo. Duas colheradinhas para quem está iniciando já é um ganho, porque a introdução tem que ser progressiva até se tornar um hábito.
  6. Não seja rígida, exigente e ríspida com a criança para não transformar num momento desprazeiroso.
  7. Faça um esforço para que a criança associe o ato de se alimentar por um momento de carinho com a mãe. Para que não pense que o ato de mamar é o único que permite que ela esteja em conexão com a mãe.
  • Meu filho comia super bem, mas agora não quer comer
  1. Se a criança se alimentava adequadamente, e de um tempo passou a rejeitar a comida, vale à pena pensar quais foram as mudanças que ocorreram na vida dela e que impactou no hábito da alimentação.
  2. Quando acontece algo desagradável para nós adultos, para muitos também tira o apetite, principalmente quando passamos por alguma situação “difícil de engolir” ou por algo “indigesto”. Essa dificuldade de elaboração de algum conteúdo emocional desagradável também ocorre com a criança, então vale à pena perguntar: “Meu filho, está acontecendo alguma coisa? O que está difícil de aceitar?” Trazer para consciência que o conteúdo está em termos emocionais e não no real, permitirá que ele volte se alimentar, consiga desabafar e elaborar os sentimentos negativos.
  3. Acontece também que a criança se negue a comer, num período que está se sentindo “abandonado”, “sozinho”, por conta da rotina de afazeres dos pais. Ele não aceita, não sabe lidar com a desatenção dos pais, e inconscientemente se nega a comer para retornar àquele estágio inicial da vida que o momento da alimentação/amamentação recebia o colo e o carinho da mãe. Como resolver isso? Primeiro é ter momentos de atenção para ele e conversar com ele sobre isso. Segundo, se possível lhe ofereça o colo para lhe dar comida na boca, independentemente da idade da criança. Ele precisa saber que sempre poderá recorrer ao colo, ao amparo dos pais. Lógico que isso não terá que ser feito sempre, mas quando perceber que seja necessário.

Besteiras

4. A dica principal é descobrir o que está por trás do “não querer comer”.

5. Crie uma rotina, com horários de se alimentar.

6. Não compre alimentos que não tragam benefícios à nutrição da criança, bolachas, sucos industrializados, doces, salgadinhos que ela comece a substituir a alimentação formal. Ela precisa saber que esses alimentos poderão ser consumidos esporadicamente, desde que não interfira na rotina de alimentação (café da manhã, almoço e jantar) formal dela.

7. Não abra exceções para comer alimentos impróprios no horário de alimentação formal, para não criar um mal hábito no seu filho.

Nos tempos que estamos vivendo com tantos adoecimentos físicos, psíquicos e emocionais, tratar preventivamente é a melhor forma de se evitar sofrimentos futuros, evitando que seu filho desenvolva processos depressivos, fóbicos ou transtornos alimentares. Para isso é necessário que ele desenvolva habilidades de gerenciamento emocional nas crianças, e aprenda a fazer isso, deixando seu e-mail e receba de forma gratuita um ❤ Guia Prático de Como desenvolver habilidades de gerenciamento emocional nos filhos em 8 Passos.

Esse é o nosso presente para você! ?

Escrito por: Família de Super Heróis

 

 

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