Criança brava

“Meu filho me enfrenta, me responde, me desafia”

No mínimo engraçadinho ver aqueles pedacinhos de gente, por volta dos dois ou três anos de idade, nos imitando dando ordem aos irmãos, à empregada doméstica, ao cachorro/gato. Muitas vezes utilizam as mesmas palavras que utilizamos para corrigi-los, por isso rimos quando os vemos fazer.

Porém, o que era engraçado passa a ser incômodo quando volta-se contra nós. O tema é complexo, em cada família esse ato pode ter um significado, então vou discorrer por diversos aspectos para auxiliar na compreensão e todas vão desembocar em uma pergunta chave:

Quem é que manda na sua casa?

Como o poder é algo subjetivo, vou ilustrar uma situação: A mãe chega em casa e todos os brinquedos estão espalhados pela casa, e ela manda a filha juntá-los, e a criança começa a chorar, berrar, se lamentar por não conseguir fazer o que a mãe pediu. A mãe torna a mandar que ela guarde, e a menina chora mais, até que a mãe se cansa de ouvir os berros da filha, e guarda os brinquedos. A garotinha triunfante para de chorar e vai para o cólo da mãe.

Agora, vamos imaginar o contrário:

O pai chega e a mãe está exigindo firmemente que a filha junte os brinquedos, e a criança aproveita quando o vê chegar, e passa a chorar ainda mais para mostrar “o quanto a mãe está sendo descontrolada e o quanto ela é uma vítima indefesa que necessita da intervenção do Pai-herói”. A criança usa da fragilidade do relacionamento conjugal dos pais, para criar uma aliança pai e filha versus a mãe.

E quando é a mãe que impede a autoridade paterna?

Existem situações que a mãe procura proteger o filho do pai, por considerar que o esposo é demasiadamente rígido na educação do filho.

Coalisões são sempre prejudiciais numa família.

Uma das principais funções da família é de apoiar seus membros. Os filhos conhecem seus pais e aprenderam a lidar com a maneira de cada um agir e utilizará à seu favor.

Agora, quando o subsistema conjugal está enfraquecido, a ponto de um colocar outro em descrédito, o filho pagará a conta em carregar o sintoma familiar, ou seja, servirá de bode expiatório para que os pais precisem se unir nem que seja para “cuidar do filho problemático” e manter o subsistema unido.

Seu filho tem lhes provocado muitas dores de cabeça?

Por que o filho tem sido o único foco do casal? Que tal o casal olhar para si, ver o que lhes tem afastado? Como está a vida sexual?

O Casal está precisando de momentos à sós: Lua de Mel

Imprescindível que conversem sobre si, escutem e acolham um ao outro e desta forma estarão prontos para uma comunicação assertiva, falando um ao outro como se sentem e fugindo dos moldes disfuncionais de comunicação com acusações e julgamentos.

Os avos mimam demais!

Qual a função dos avós? É justamente mimar os netos!!! E quando os avós estão na função de cuidar dos netos? Eles também deveriam exercer a função de educar, auxiliando na imposição de limites. Até porque se não colocarem limites, vai chegar uma hora que não vão aguentar. Agora os pais não devem se eximir de colocar limites por se sentirem culpados de estarem fora de casa, ou ausentes por trabalharem. Todas as pessoas trabalham e deixam os filhos com alguém, e nem por isso perdem a autoridade para com os filhos. A dica é: Não interfira e nem permita que os outros interfiram na sua autoridade para com seus filhos.

Todas as situações culminam para um ponto: Falta fronteiras e hierarquias familiares

Não adianta dizer para os pais retomarem o poder, porque se fosse só isso, já teriam feito.

Primeiro temos que pensar o que levam os pais a não conseguirem impor fronteiras familiares.

Possivelmente se trata de um padrão familiar que vem desde a família de origem, em que os membros familiares envolvem-se mutuamente nas vidas uns dos outros, este hiper- envolvimento faz com que os filhos cresçam com sentimento de pertencimento fortalecido, se sentirão amados, mas dependentes emocionalmente, e com baixo limiar de autonomia e independência, porque cresceram com todas as suas necessidades sendo satisfeitas, tornam-se egocêntricos e rebeldes que querem que o mundo lhes tratem da mesma forma.

Nos tempos que estamos vivendo com tantos adoecimentos físicos, psíquicos e emocionais, tratar preventivamente é a melhor forma de se evitar sofrimentos futuros, evitando que seu filho desenvolva processos depressivos, fóbicos ou comportamentos opositivos e inadequados e tenha dificuldades de relacionamento, levando ao isolamento e ideações ou potencialidade suicida. Para isso é necessário que ele aprenda a gerenciar suas emoções, e isso você poderá auxiliar a desenvolver nele, deixando seu e-mail e receba de forma gratuita um ❤ Guia Prático de Como desenvolver habilidades de gerenciamento emocional nos filhos em 8 Passos.

Esse é o nosso presente para você! ?

Escrito por: Família de Super Heróis

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