Como dar limites sem bater?

A idéia de um necessidade de punição para dar limites aos filhos faz parte dos nossos valores e preceitos de uma forma que sequer percebemos. Herdamos esses valores da moral Cristã que nos ensinou que a forma de obtermos respeito, é através do medo da punição. Pois não podemos pecar porque se pecarmos iremos padecer no inferno. Ou seja, evitamos errar para nos prevenir da punição.

Esses valores permeiam a forma como educamos os nossos filhos, punindo com castigos ou surras.

Desde que começamos a estudar sobre desenvolvimento infantil pude compreender algumas questões que influenciam e que contribuem para uma educação mais efetiva.

A criança menor de cinco anos ainda não tem o senso espaço-temporal desenvolvido completamente, ou seja, ela não tem noção do tempo e da seqüencia dos acontecimentos do dia, e isso acaba gerando um certo estresse. Então a criança vai fazendo o que bem quer e às vezes na hora que não deveria fazer. Como por exemplo: Quer brincar na hora que deveria almoçar, ou na hora da aula, entre outros exemplos do dia-a-dia.

Isso quer dizer que a criança não está habituada a se organizar temporalmente e ter consciência que naquela hora não poderá brincar, mas que após a aula/almoço ela poderá brincar livremente.

São acordos que os pais podem fazer e que serão compreendidos e obedecidos pela criança.

E para que esses acordos tenham eficácia, existe um pré-requisito que consideramos fundamental para dar limites aos filhos:

Toda criança necessita ter uma ROTINA.

Rotina- Por que é necessário?

A rotina auxilia a criança a se organizar espaço/temporalmente e reduz o estresse salientado acima, permitindo que a criança se sinta mais segura porque conhece os acontecimentos do dia.

Isso serve para crianças e adolescentes, porque a rotina é uma das formas mais eficazes de impor limites aos filhos, porque ele vai introjetar o respeito às normas e horários da casa. Quer dizer que a criança precisa ter horário para dormir, para acordar e para se alimentar.

Auxiliará que desde de cedo a criança compreenda que tudo na vida tem uma hora exata para ser feito, e evite pular fases, como iniciação sexual precoce ou gravidez na adolescência. Que são exemplos de questões que são lícitas desde que seja na idade/fase certa.

Quando os limites e regras familiares estão claros facilita para a criança saber como agir e o que pode fazer. Então antecipe acordos com os filhos.

Por exemplo: Quando vamos ao mercado com as crianças, costumamos dizer antes de chegar ao mercado: “Não vou comprar doces e nem brinquedos. Hoje vou comprar apenas frutas e verduras”.

Eles já sabem da regra, então não choram e nem fazem birras por algo que queiram do mercado.

Acordos prévios situa a criança e ela se prepara para a frustração de saber que não terá o que quer naquela hora.

Na Terapia Familiar Sistêmica fala a importância da hierarquia familiar que todos devem obedecer e que deve estar claro para todos os membros de uma família. De modo que a criança reconheça a autoridade dos pais. Crianças que desafiam autoridade dos pais, ocorre porque as fronteiras não estão nítidas para a criança.

A criança precisa aprender desde cedo que deve obediência e respeito aos pais – isso se chama de HIERARQUIA FAMILIAR.

A educação deve ser realizada através da conversa, do esclarecimento, da compreensão. Queremos educar filhos que pensam, que analisam as situações da vida para que possam fazer escolhas acertadas no futuro, então desde cedo o diálogo é a melhor forma de prepararmos ele para a vida adulta.

Educar exige dedicação e persistência.

Não estou dizendo que é a forma mais fácil, mas estou certa de que é a melhor forma de se fazer.  Teremos que repetir muitas vezes a mesma coisa para os nossos filhos. Mas isso é totalmente necessário para que a criança acomode essa informação para a vida adulta.

Não basta dizer “não”, temos que explicar “o porquê do não”.

Mesmo que a criança não goste ela precisa aceitar este “não”.

Atenção: A criança vai chorar porque foi impedida de fazer o que queria. Se você ceder à vontade dela para que ela pare de chorar, estará dando autoridade à criança, e incentivando-a fazer birras para conseguir o que quer.

Outras ressalvas que faço:

Evite agressões físicas ou verbais, a comunicação assertiva tem maior alcance na educação e não provoca danos aos filhos.

Aceite e valide seu filho e reprove apenas o conduta errônea.

Evite ataques pessoais com rótulos ou xingamentos: Ele não é um mentiroso.

Reafirme o seu amor e reprove o erro, dizendo: Eu te amo, e não aceito que você minta para mim.

Escrito por Família de Super Heróis

 

 

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